SIM, É POSSÍVEL UM CONCELHO MELHOR!
Sexta-feira, 4 de Agosto de 2006
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
DESEMPREGO.jpg
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Centro de Trabalho de Torres Vedras

Participaram na Conferência de Imprensa uma delegação da União Sindical de Torres Vedras, liderada pelo seu coordenador Fernando Feliz e os dirigentes do PCP Álvaro Carvalheira, Bento Luís e Ricardo Miguel .

No âmbito da Campanha de carácter Nacional que o PCP está a levar a cabo sob o lema “Portugal Precisa o PCP Propõe”, o Secretariado do Organismo de Direcção dos Concelhos do Oeste do nosso Partido propôs à União Sindical de Torres Vedras uma reunião para discussão dos problemas do mundo do trabalho na nossa região.
Considerando que se avolumam as preocupações dos trabalhadores face ao futuro, preocupações que como Partido da classe operária e de todos os trabalhadores não podíamos ficar indiferentes. É nossa convicção, que elas radicam nas políticas de direita, realizadas ao longo dos anos por sucessivos Governos do PS e do PSD, aliados ou não ao CDS/PP, políticas essas promotoras de desigualdades sociais e destruição do aparelho produtivo nacional.
Nós comunistas do Oeste afirmamos, que o actual Governo PS dito sozinho, mas de facto escorado no bloco central de interesses, onde a chamada cooperação estratégica do Presidente da República é a trave mestra da política de direita levada a cabo pelo Governo de Sócrates, promovendo o desemprego, destruindo as funções Sociais do Estado, agredindo cada vez com mais violência os direitos e interesses dos trabalhadores e do povo em geral.
No plano do desemprego, a nossa região, isto é, os Concelhos de Torres Vedras, Cadaval, Lourinhã, Mafra e Sobral de Monte Agraço, contabilizava em Abril último 6.171, desempregados, isto é 7,1% dos 87.093 registados nessa data no distrito de Lisboa. Em nossa opinião estes números sendo oficiais, estão aquém da realidade, porque o desemprego real é bem maior visto que, a experiência diz-nos, que muitos trabalhadores nessa situação, não se inscrevem nos Centros de Emprego.
A propaganda constante do Governo na comunicação social especialmente na televisão, não resolve os problemas económicos e sociais. O que ajudava a resolver os problemas do país e do povo, era a cobrança por parte do estado do IRC sobre os lucros dos Bancos, que continuam a subir despudoradamente atingindo os 71,5% entre 2004 e 2005. De facto em 2005 os impostos sobre rendimentos pagos pela Banca representavam apenas 13,5 % dos lucros antes dos impostos quando a taxa de IRC é de 25%. Se a Banca tivesse pago a taxa de 25% o que qualquer empresa não financeira é obrigada a pagar o Estado arrecadaria em 2 anos mais 553,75 milhões de Euros, do que recebeu, o que permitiria que aplicado num fundo garantir a sustentabilidade da Segurança Social a longo prazo.
Em relação à situação social vivida nestes Concelhos, destacam-se os seguintes:
- No sector cerâmico há empresas que não realizam aumentos salariais desde 2003 no caso da Torriense e desde 2004 na Lusoceram e outras fazem pequenos aumentos e discriminatórios; o diálogo social entre representantes dos trabalhadores e do patronato é inexistente; tentativas de inviabilizar plenários sindicais; as promoções profissionais não se verificam com trabalhadores que são auxiliares; formação profissional inexistente; polivalência; tabelas salariais das mais baixas da região.
- No sector da metalurgia, de registar a readmissão de um trabalhador que tinha sido despedido arbitrariamente da Fundição Dois Portos e na Frismague os trabalhadores conseguiram repor a verdade na sua qualificação profissional, com reflexos salariais a partir desde mês.
- Na indústria alimentar, concretamente na Sicasal, há repressão sindical.
- Na Função Pública, mantêm-se os processos de encerramento do Instituto da Vinha e do Vinho num processo de aniquilamento das funções sociais do Estado.
Foi também manifestado o apoio do PCP aos trabalhadores e às respectivas estruturas representativas pela defesa da Opel da Azambuja e pela manutenção dos postos de trabalho bem como subscrever as diligências do Grupo Parlamentar do PCP no sentido de Solicitar a suas Excelências o Ministro da Economia e o Ministro do Trabalho e da Segurança Social que divulguem as decisões e medidas tomadas para a manutenção desta empresa em Azambuja.
Nós defendemos uma outra política baseada no incremento da produção, no emprego e no trabalho com direitos.


Torres Vedras, 24 de Julho de 2006
O Secretariado dos Concelhos do Oeste do Partido Comunista Português






publicado por Ricardo Miguel às 12:09
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